Introdução ao blog

Desde o séc. XIX que o homem adquiriu o tal vício dos ideais, foi também a partir desse momento que a religião começou a perder a sua influência sobre a vida social, mais tarde cerca 200 anos depois o escandalo casa pia foi revelado e descorbriu-se que muitas crianças inocentes foram brutalmente enrabadas e cagaram sangue durante vários dias. Foi por isso que eu criei este blog.

Com este blog tento criar um novo movimento artístico o "absurdo-estético". Ou como eu lhe preferio chamar o "Requioestetico". Esta nova corrente artistica assenta as suas bases na filosofia Epicurista, no Surrealismo e Dadaísmo, na Nova História e claro na brejeirisse pura CARALHO!!!!!!!

Sejam bem vindos ao meu blog e não se esqueçam:
nunca deixem uma panela com sopa a ferver no chão, pois a vossa filha de 3 anos de idade pode la cair dentro e apanhar queimaduras de 3º grau, e ao puxar-lhe a roupa a pele vir toda agarrada.Ficando ela numa agonia atroz com o corpinho todo em carne viva. E muito mau!!! Ficaram avisados.......

Afirmo também que este blogue é puramente fictício, qualquer semelhança ou parecença com a realidade é pura coincidência, aviso também que este blogue pode ser chocante e ofensivo para aqueles que preferem não lidar com os acontecimentos do dia-a-dia!

terça-feira, 26 de abril de 2011

Crítica Cinematográfica - Sweet Movie


".....is it cow shit or is it my beloved????" com esta pergunta em forma de canção começa o filme "Sweet Movie" (1974) do realizador sérvio Dusan Makavajev. A partir desta magnifica deixa, podemos logo ter um pequeno "cheirinho" daquilo que o filme nos irá reservar. Como é facilmente observável a frase refere duas coisas: "amor" e qualquer coisa de nojento("cow shit)..............
Estas duas palavras podem definir superficialmente dois dos elementos chave da obra que são o amor/sexo aliados a um erotismo contra-natura/nojento. Para além desta minha avaliação que releva o casamento cinematográfico do erótico com o repulsivo, existe também um grande manual de avaliação política. O poder deste filme reside na forma de como este entrelaça duas histórias que são respectivamente (e tematicamente diferentes) uma crítica ao capitalismo dos EUA e ao totalitarismo Soviético. Pela análise política que Makavajev faz podemos ver uma possível atracção pelo Marxismo puro e não a aplicação soviética de Lenine e seus sucessores. Maioria das sequências do filme são marcadas por um constante "crescendo" de bizarria e crueldade sexual. Toda esta loucura puramente visual e poética serve para nos lembrar que o modo de como estas 2 potências foram bastante prejudiciais para o futuro do planeta e da humanidade em sim. A crítica a ambos os pólos é dura, crua,fria,erótica, repugnante e ao mesmo tempo impregnada de um liricismo visionário ....mas nada disto é gratuito! O filme mostra a história da mulher que foi eleita Miss Mundo 1984 por ter sido considerado a mulher "mais virgem" ao cimo da terra, depois disto ela ganha o direito de se casar com um multimilionário que tem um caralho de ouro, enquanto a história prossegue esta mulher fica presa durante o coito(feito no topo da Torre Eiffel) e vai ter a uma comunidade de excêntricos que celebram o nascimento humano enquanto banham um adulto com fluidos corporais.........
A outra história paralela mostra uma mulher que navega num Barco que tem a face de Karl Marx incrustada na proa, um carteiro ciclista com o nome de "Luv Bakunin" entra para dentro do barco e continua a viajem "sem rumo" com ela.........mais tarde ela diz-lhe que se ficar apaixonada por ele o irá matar, mas este não se importa e ela acaba mesmo apaixonada.................e ele brutalmente mutilado com um picador de gelo enquanto estava dentro de uma caixa de açúcar......
O que revela o génio de Makavajev é a forma de como ele consegue entrelaçar política/sexo/ filosofia tudo dentro de uma relação reciproca que culmina num verdadeiro orgasmo artístico! Para além de todas estas qualidades visuais e mensagens subliminares, o filme tem também um impacto visual "seco" devido a crueza e frontalidade de algumas das sequências, que simultaneamente nos chocam e atraem. Esta tal qualidade "seca" que referia anteriormente é para mim totalmente intrínseca dentro da obra. O filme tem um fulgor muito próprio que prima pela extravagância. Makavajev é para mim o mais menosprezado realizador da história, pois o seu surrealismo e o seu gosto de "meter o dedo na ferida" está ao nível de Buñuel............

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