Introdução ao blog

Desde o séc. XIX que o homem adquiriu o tal vício dos ideais, foi também a partir desse momento que a religião começou a perder a sua influência sobre a vida social, mais tarde cerca 200 anos depois o escandalo casa pia foi revelado e descorbriu-se que muitas crianças inocentes foram brutalmente enrabadas e cagaram sangue durante vários dias. Foi por isso que eu criei este blog.

Com este blog tento criar um novo movimento artístico o "absurdo-estético". Ou como eu lhe preferio chamar o "Requioestetico". Esta nova corrente artistica assenta as suas bases na filosofia Epicurista, no Surrealismo e Dadaísmo, na Nova História e claro na brejeirisse pura CARALHO!!!!!!!

Sejam bem vindos ao meu blog e não se esqueçam:
nunca deixem uma panela com sopa a ferver no chão, pois a vossa filha de 3 anos de idade pode la cair dentro e apanhar queimaduras de 3º grau, e ao puxar-lhe a roupa a pele vir toda agarrada.Ficando ela numa agonia atroz com o corpinho todo em carne viva. E muito mau!!! Ficaram avisados.......

Afirmo também que este blogue é puramente fictício, qualquer semelhança ou parecença com a realidade é pura coincidência, aviso também que este blogue pode ser chocante e ofensivo para aqueles que preferem não lidar com os acontecimentos do dia-a-dia!

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Crítica Cinematográfica - Il grande silenzio


Esta é a primeira crítica que faço a um western. Foi exactamente por isso que escolhi o clássico "Il grande silenzio" (1968) do realizador romano Sergio Corbucci. A razão pela qual escolhi este filme foi a seguinte: Este clássico, juntamente com "Se sai vivo spara"(1967) são sem dúvida os mais atípicos westerns já feitos(tirando claro o El Topo e o Dead Man(mas esses enquadro dentro do cinema experimental/bizarro e não dentro do western)). Este western é tão peculiar devido ao modo como revira o código e aquilo a que estamos habituados a ver num western. O herói é um mudo que foi degolado enquanto criança, a "namoradinha" dele é uma índia mestiça, aqui não há deserto mas sim uma imensidão de neve..........................para além disso o filme consegue manter um clima de angústia permanente, não existem cenas de humor que conseguiam aligeirar o drama do filme, quase todos os personagens são maus, corruptos, sádicos e gananciosos. Os cenários e a própria fotografia do filme induzem repulsa no expectador, este é daqueles filmes em que se sabe que tudo vai mesmo acabar..............mal!!!!
O final do filme é um dos mais memoráveis de sempre pois é como um autentico soco no estômago, a intensidade emocional do filme é estonteante, até tenho coragem para afirmar que o próprio William Shakespeare poderia ter escrito o argumento.........
Para além de tudo isto temos ainda a presença do grande Klaus Kinski na pele de um líder de bandidos e que se comporta como uma verdadeira escarreta humana, Kinski é magnífico na pele de um sacana cruel e vil que se comporta como uma criança inocente.
Um dos melhores Westerns de sempre!

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Teoria da Conspiração

Descrição: A teoria da conspiração é uma teoria que surge devido à desconfiança da veracidade da discrição de um determinado acontecimento. Sublinho que todas as teorias da conspiração têm algum fundo de verdade.

Génese e Aplicação: Aquando a criação desta teoria, é necessário analisar a relatividade interpretativa adjacente a um acontecimento específico e a tudo aquilo que lhes é intrínseco, fazendo assim uma osmose de pluralismos intelectuais. A relatividade ideológica exerce também uma grande pressão incomensurável na concepção e abordagem político/filosófica de uma acção ocorrida num ângulo que se encontra reciprocamente ligado a uma trajectória de extrema disparidade de opiniões. A obliteração da lógica comum e racional, é um crítica precoce e sem fundamentos, possuindo também um retórica ridícula e muito pouco precisa. A predominância da teoria da conspiração terá assim de ser reformulada por aqueles que a esta desdenham os seus atributos e benefícios de carácter publico. A supremacia desta mesma teoria poderá impulsionar movimentos de grande contestação intelectual. Defenda-mos por isso aquele que é o raciocínio das massas divinas, aquele que está inerente à abordagem dos problemas, exposição e aniquilação total deles mesmos! Quebremos os dogmas!

terça-feira, 26 de abril de 2011

Crítica Cinematográfica - Sweet Movie


".....is it cow shit or is it my beloved????" com esta pergunta em forma de canção começa o filme "Sweet Movie" (1974) do realizador sérvio Dusan Makavajev. A partir desta magnifica deixa, podemos logo ter um pequeno "cheirinho" daquilo que o filme nos irá reservar. Como é facilmente observável a frase refere duas coisas: "amor" e qualquer coisa de nojento("cow shit)..............
Estas duas palavras podem definir superficialmente dois dos elementos chave da obra que são o amor/sexo aliados a um erotismo contra-natura/nojento. Para além desta minha avaliação que releva o casamento cinematográfico do erótico com o repulsivo, existe também um grande manual de avaliação política. O poder deste filme reside na forma de como este entrelaça duas histórias que são respectivamente (e tematicamente diferentes) uma crítica ao capitalismo dos EUA e ao totalitarismo Soviético. Pela análise política que Makavajev faz podemos ver uma possível atracção pelo Marxismo puro e não a aplicação soviética de Lenine e seus sucessores. Maioria das sequências do filme são marcadas por um constante "crescendo" de bizarria e crueldade sexual. Toda esta loucura puramente visual e poética serve para nos lembrar que o modo de como estas 2 potências foram bastante prejudiciais para o futuro do planeta e da humanidade em sim. A crítica a ambos os pólos é dura, crua,fria,erótica, repugnante e ao mesmo tempo impregnada de um liricismo visionário ....mas nada disto é gratuito! O filme mostra a história da mulher que foi eleita Miss Mundo 1984 por ter sido considerado a mulher "mais virgem" ao cimo da terra, depois disto ela ganha o direito de se casar com um multimilionário que tem um caralho de ouro, enquanto a história prossegue esta mulher fica presa durante o coito(feito no topo da Torre Eiffel) e vai ter a uma comunidade de excêntricos que celebram o nascimento humano enquanto banham um adulto com fluidos corporais.........
A outra história paralela mostra uma mulher que navega num Barco que tem a face de Karl Marx incrustada na proa, um carteiro ciclista com o nome de "Luv Bakunin" entra para dentro do barco e continua a viajem "sem rumo" com ela.........mais tarde ela diz-lhe que se ficar apaixonada por ele o irá matar, mas este não se importa e ela acaba mesmo apaixonada.................e ele brutalmente mutilado com um picador de gelo enquanto estava dentro de uma caixa de açúcar......
O que revela o génio de Makavajev é a forma de como ele consegue entrelaçar política/sexo/ filosofia tudo dentro de uma relação reciproca que culmina num verdadeiro orgasmo artístico! Para além de todas estas qualidades visuais e mensagens subliminares, o filme tem também um impacto visual "seco" devido a crueza e frontalidade de algumas das sequências, que simultaneamente nos chocam e atraem. Esta tal qualidade "seca" que referia anteriormente é para mim totalmente intrínseca dentro da obra. O filme tem um fulgor muito próprio que prima pela extravagância. Makavajev é para mim o mais menosprezado realizador da história, pois o seu surrealismo e o seu gosto de "meter o dedo na ferida" está ao nível de Buñuel............

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Crítica Cinematográfica - Cobra Verde

Depois de ter assistido a um filme deste impacto é sempre bom expressar uma opinião, para que não deixe-mos que este rio de boas influências desagúe meramente na minha cabeça! A obra em questão é "Cobra Verde"(1987) do lendário realizador germânico Werner Herzog. Este filme conta também com a interpretação existencialista(influência de Camus muito possivelmente) do actor alemão Klaus Kinksi. A personagem de Kinski adequa-se ao estado mental do actor aquando o final da sua carreira, pois Kinski sempre foi um louco que nunca soube bem o que era........O filme lida principalmente com um personagem que busca o seu "ser" interior apesar desta tentativa ser sucessivamente frustrada. Mítica é a cena final em que Kinski tenta puxar(inutilmente) sozinho um barco para sair do desolador sul do continente africano......Se virem o filme possivelmente irão compreender que no contexto do filme esta cena é provavelmente a mais poética, emotiva e bela de toda a obra. Análises subjectivas a parte, superficialmente o filme mostra-nos(e não conta-nos como muitos criticos de cinema dizem e que eu acho mal, pois a verdadeira função do cinema não é contar, mas sim MOSTRAR) a história de um temido bandido brasileiro que é enviado para África numa suposta missão suicida que estava relacionada com o comércio de escravos. este é o argumento base. Este filme contém imagens com um fulgor existencialista/bizarro/poético que já não podem ser vistas no cinema actual, mas isto já era de esperar pois Herzog é considerado um dos cineastas europeus mais marcantes dos últimos 40 anos. Os figurantes tiveram um papel fulcral para o impacto visual do filme, isto devido á sua representação meticulosa do comportamento dos escravos, para além de todas estas qualidades artísticas podemos também ver que para a criação do guião do filme foram feitos estudos antropológicos e historiográficos extremamente rigorosos e bastante fiéis a realidade. Cobra Verde foi considerado o esforço mais fraco da longa pareceria entre Kinski e Herzog, mas para mim este é provavelmente o melhor filme deste duo de artistas. Brutalmente recomendado!

25 de abril???? Sim!!! Liberdade?? NÃO!!!!


37 anos passaram.....................................o acto da revolução de Abril teve o seu encanto(durante 2 ou 3 dias). Todas as promessas de um futuro melhor não passaram de um sonho por concretizar devido ao conformismo e a peculiar inteligência do povo Português................Podíamos ter criado uma sociedade marxista(e não aderir ao Estalinismo pouco saudável do velho PCP), podíamos ter até um pensamento libertário e derrubar de vez o estado e não o erguer(que foi o que aconteceu). Em parte a culpa é também do facciosismo dos 2 partidos que tinham maioria na altura do PREC, o PS(betinhos pseudo-socialistas que escondem mal as suas verdadeiras intenções) ou então cair na leitura errada do marxismo(PCP). Para além destes 2 partidos, tive-mos também as emergências de uma direita extremamente reaccionária que infelizmente se perpetua até a actualidade( e infelizmente cada vez mais), refiro-me assim a Sá Carneiros(espero que tenhas ficado a agonizar dentro do avião ;) ) Freitas do Amaral etc.... Nós tivemos o futuro na mão, mas um esporradela de ignorância cegou-nos a vista!! E ao que parece ela era muito pegajosa e ainda não descolou da cara....................