germânico Werner Herzog. Este filme conta também com a interpretação existencialista(influência de Camus muito possivelmente) do actor alemão Klaus Kinksi. A personagem de Kinski adequa-se ao estado mental do actor aquando o final da sua carreira, pois Kinski sempre foi um louco que nunca soube bem o que era........O filme lida principalmente com um personagem que busca o seu "ser" interior apesar desta tentativa ser sucessivamente frustrada. Mítica é a cena final em que Kinski tenta puxar(inutilmente) sozinho um barco para sair do desolador sul do continente africano......Se virem o filme possivelmente irão compreender que no contexto do filme esta cena é provavelmente a mais poética, emotiva e bela de toda a obra. Análises subjectivas a parte, superficialmente o filme mostra-nos(e não conta-nos como muitos criticos de cinema dizem e que eu acho mal, pois a verdadeira função do cinema não é contar, mas sim MOSTRAR) a história de um temido bandido brasileiro que é enviado para África numa suposta missão suicida que estava relacionada com o comércio de escravos. este é o argumento base. Este filme contém imagens com um fulgor existencialista/bizarro/poético que já não podem ser vistas no cinema actual, mas isto já era de esperar pois Herzog é considerado um dos cineastas europeus mais marcantes dos últimos 40 anos. Os figurantes tiveram um papel fulcral para o impacto visual do filme, isto devido á sua representação meticulosa do comportamento dos escravos, para além de todas estas qualidades artísticas podemos também ver que para a criação do guião do filme foram feitos estudos antropológicos e historiográficos extremamente rigorosos e bastante fiéis a realidade. Cobra Verde foi considerado o esforço mais fraco da longa pareceria entre Kinski e Herzog, mas para mim este é provavelmente o melhor filme deste duo de artistas. Brutalmente recomendado!
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Crítica Cinematográfica - Cobra Verde
Depois de ter assistido a um filme deste impacto é sempre bom expressar uma opinião, para que não deixe-mos que este rio de boas influências desagúe meramente na minha cabeça! A obra em questão é "Cobra Verde"(1987) do lendário realizador
germânico Werner Herzog. Este filme conta também com a interpretação existencialista(influência de Camus muito possivelmente) do actor alemão Klaus Kinksi. A personagem de Kinski adequa-se ao estado mental do actor aquando o final da sua carreira, pois Kinski sempre foi um louco que nunca soube bem o que era........O filme lida principalmente com um personagem que busca o seu "ser" interior apesar desta tentativa ser sucessivamente frustrada. Mítica é a cena final em que Kinski tenta puxar(inutilmente) sozinho um barco para sair do desolador sul do continente africano......Se virem o filme possivelmente irão compreender que no contexto do filme esta cena é provavelmente a mais poética, emotiva e bela de toda a obra. Análises subjectivas a parte, superficialmente o filme mostra-nos(e não conta-nos como muitos criticos de cinema dizem e que eu acho mal, pois a verdadeira função do cinema não é contar, mas sim MOSTRAR) a história de um temido bandido brasileiro que é enviado para África numa suposta missão suicida que estava relacionada com o comércio de escravos. este é o argumento base. Este filme contém imagens com um fulgor existencialista/bizarro/poético que já não podem ser vistas no cinema actual, mas isto já era de esperar pois Herzog é considerado um dos cineastas europeus mais marcantes dos últimos 40 anos. Os figurantes tiveram um papel fulcral para o impacto visual do filme, isto devido á sua representação meticulosa do comportamento dos escravos, para além de todas estas qualidades artísticas podemos também ver que para a criação do guião do filme foram feitos estudos antropológicos e historiográficos extremamente rigorosos e bastante fiéis a realidade. Cobra Verde foi considerado o esforço mais fraco da longa pareceria entre Kinski e Herzog, mas para mim este é provavelmente o melhor filme deste duo de artistas. Brutalmente recomendado!
germânico Werner Herzog. Este filme conta também com a interpretação existencialista(influência de Camus muito possivelmente) do actor alemão Klaus Kinksi. A personagem de Kinski adequa-se ao estado mental do actor aquando o final da sua carreira, pois Kinski sempre foi um louco que nunca soube bem o que era........O filme lida principalmente com um personagem que busca o seu "ser" interior apesar desta tentativa ser sucessivamente frustrada. Mítica é a cena final em que Kinski tenta puxar(inutilmente) sozinho um barco para sair do desolador sul do continente africano......Se virem o filme possivelmente irão compreender que no contexto do filme esta cena é provavelmente a mais poética, emotiva e bela de toda a obra. Análises subjectivas a parte, superficialmente o filme mostra-nos(e não conta-nos como muitos criticos de cinema dizem e que eu acho mal, pois a verdadeira função do cinema não é contar, mas sim MOSTRAR) a história de um temido bandido brasileiro que é enviado para África numa suposta missão suicida que estava relacionada com o comércio de escravos. este é o argumento base. Este filme contém imagens com um fulgor existencialista/bizarro/poético que já não podem ser vistas no cinema actual, mas isto já era de esperar pois Herzog é considerado um dos cineastas europeus mais marcantes dos últimos 40 anos. Os figurantes tiveram um papel fulcral para o impacto visual do filme, isto devido á sua representação meticulosa do comportamento dos escravos, para além de todas estas qualidades artísticas podemos também ver que para a criação do guião do filme foram feitos estudos antropológicos e historiográficos extremamente rigorosos e bastante fiéis a realidade. Cobra Verde foi considerado o esforço mais fraco da longa pareceria entre Kinski e Herzog, mas para mim este é provavelmente o melhor filme deste duo de artistas. Brutalmente recomendado!
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